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Anvisa proíbe dois lotes do Ocrevus: veja o que fazer se você usa o remédio da esclerose múltipla

A Anvisa proibiu dois lotes do Ocrevus, remédio usado na esclerose múltipla, por entrada irregular no Brasil. Veja o que fazer se você usa esse remédio.

Por Equipe Direito dos Raros · revisão jurídica Dr. Fernando Zaccaro (OAB/SP 174.554)
· 4 min de leitura

Ilustração de uma prateleira de banheiro com uma caixa de remédio e um pequeno espelho, iluminada pela luz suave da manhã, sugerindo o cuidado de conferir o medicamento antes de usar.

Quem convive com esclerose múltipla sabe o quanto cada aplicação do remédio pesa: na agenda, no corpo, na cabeça. Por isso, uma notícia como essa pede atenção rápida — e calma na hora certa.

O que aconteceu

Nesta sexta-feira (25 de setembro de 2026), a Anvisa proibiu dois lotes do Ocrevus, na apresentação de 300 mg/10 ml, usado no tratamento da esclerose múltipla: os lotes H7953B14 e H7953B06. Segundo a agência, esses lotes foram fabricados regularmente, mas tinham outros países como destino — e entraram no Brasil de forma irregular.

A Anvisa não afirma que o remédio é falsificado. O problema é outro: como a entrada no país não seguiu o canal oficial, a agência não pode garantir em que condições esses lotes foram conservados durante o transporte e a distribuição. Por isso, a medida é preventiva.

A orientação da própria Anvisa é direta: quem tiver uma embalagem deve conferir o número do lote antes de usá-la e, se corresponder a um dos dois identificados, procurar orientação do serviço de saúde responsável.

O que muda na prática

Se o seu remédio veio de um desses lotes, o ponto central é: não use antes de falar com quem acompanha o seu tratamento. Isso vale tanto para quem recebe o Ocrevus pelo plano de saúde quanto pelo SUS.

E há uma segunda camada, jurídica: quem forneceu um medicamento sem garantia de procedência tem o dever de resolver isso sem custo para o paciente — seja repondo o remédio, seja reagendando a aplicação. Pode ser possível cobrar essa substituição, dependendo de como o medicamento chegou até você.

O que fazer agora

  1. Confira o número do lote na caixa do seu Ocrevus antes de qualquer aplicação agendada.
  2. Se o lote for H7953B14 ou H7953B06, não use o medicamento e entre em contato com o médico, a clínica ou o hospital responsável pela aplicação.
  3. Informe o plano de saúde ou o serviço do SUS que forneceu o remédio, pedindo por escrito a substituição por um lote regular.
  4. Guarde a embalagem e a nota fiscal (quando houver), caso precise comprovar a origem do lote recebido.
  5. Se a aplicação já tiver sido feita com um desses lotes, procure orientação médica para monitorar eventuais sintomas, mesmo sem indicação de risco confirmado.

Caso ilustrativo: Joana faz uso contínuo do Ocrevus pelo plano de saúde e recebe a próxima dose agendada para a semana seguinte ao alerta da Anvisa. Ao conferir a embalagem, percebe que o lote corresponde a um dos proibidos. Ela liga para a clínica, suspende a aplicação e pede ao plano a substituição por um lote regular, sem custo. (Exemplo fictício.)

Quando procurar ajuda especializada

Se o plano de saúde ou o SUS demorar para resolver a substituição, se você já tiver usado um lote proibido e sentir algum sintoma fora do comum, ou se tiver dúvida sobre como formalizar um pedido de reposição, vale buscar orientação jurídica. Cada situação tem suas particularidades, e uma análise individual ajuda a definir o melhor caminho.

Análise do Dr. Fernando Zaccaro

"Um alerta da Anvisa como esse não é só uma questão técnica — é um lembrete de que o paciente tem o direito de saber exatamente o que está recebendo, principalmente quando o tratamento é contínuo e de alto custo, como costuma ser na esclerose múltipla. Se o medicamento chegou até você por uma origem irregular, pode ser possível exigir a substituição sem custo e sem atraso no tratamento. O que não pode acontecer é o paciente ficar sem orientação nesse intervalo — por isso, diante de qualquer dúvida, vale buscar uma análise individual antes de seguir com a próxima dose."

— Dr. Fernando Zaccaro, advogado especializado em Direito dos Raros (OAB/SP 174.554)

Dúvidas frequentes

Meu plano de saúde ou o SUS é obrigado a trocar o remédio se eu tiver um dos lotes proibidos?

Pode ser possível exigir a substituição sem custo, já que o fornecimento de um medicamento com origem irregular não atende ao dever de segurança do fornecedor. Cada situação depende de como o remédio chegou até você — por isso vale uma análise individual.

O Ocrevus proibido pode fazer mal à saúde?

A Anvisa não afirma isso. A medida é preventiva: como os lotes entraram no país fora do canal regular, a agência não pode garantir as condições de conservação durante o transporte e a distribuição.

Como sei se meu remédio é de um dos lotes proibidos?

Confira o número do lote na embalagem: os lotes proibidos são H7953B14 e H7953B06, da apresentação de 300 mg/10 ml. Se o seu remédio corresponder a um desses números, procure orientação do serviço de saúde responsável antes de usar.

Cada caso é único.

Se essa situação parece com a sua, a nossa equipe pode analisar os detalhes com você.

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Conteúdo informativo, em conformidade com o Código de Ética e Disciplina da OAB. Não constitui promessa de resultado nem substitui a orientação de um advogado: cada caso exige análise individual. Exemplos citados são ilustrativos.

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